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Aí está a vida, e ela dá a sua cara a tapa

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011


Aí está ela, aquela que luta contra você e luta por você. Te apresenta as coisas mais difíceis desse mundo e impera ao decidir quem você deve ser para sobreviver sobre elas.

Triunfa ao exigir que você faça coisas que você não nasceu para fazer, pra te fazer mais uma vez sobreviver. Algumas vezes ela te arrastará para bem longe das suas vontades e é aí que ela luta contra você, ao te mostrar poucas possibilidades quando quase sempre é árduo e dolorido chegar nelas. Quando se sabe que existem mais delas.

A vida às vezes é um monstro feroz e sarcástico que pensamos com ares hostis, nos freia perante as situações que ela mesma cria para nos pegar.

A vida é mais forte que a gente.

Te força contra desejos e razões, e por isso tem o poder de te deformar.

Lembro-me quando era mais nova, que minha mãe dizia: Um dia você vai saber o que é vida. Eu me fazia de soberba, demonstrando não ter um pouquinho de medo, que não seria bem assim comigo... mesmo no fundo tendo um temor especial disfarçado de uma curiosidade fora do comum.

Hoje eu ainda não aprendi sobre a vida, tentar acompanhá-la já é alguma coisa.

Acontece que, de forma contraditória e encantadora é ela mesma também a responsável de nos dá oportunidades, de sermos mais felizes, de consertarmos erros do passado, de saber das cores, das sensações, dos amores que nos alimenta, de termos um pouco mais de tempo, uma chance a mais.

Ela é quem deixa aparecer uma pequena brecha de toda a sabedoria que somos capazes de ter, permite que possamos ver as coisas mais belas do mundo e sem ela já não poderíamos visitar os lugares de nossos sonhos.

Ela luta por nós, quando em um breve momento de furia e de decepção nos mostra uma esperança assim, repentina e fugaz, mas que pode mudar todo o rumo de uma história.

...E ai ela já não bate, nem machuca, ela dá sua cara a tapa..

Ela te fortalece como tudo aquilo que não mata.

E eu que de fato ainda não aprendi quase nada da vida, às vezes temo, às vezes quero-a mais.

6/12/2011

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Las ventanas mintieron

domingo, 7 de agosto de 2011


Hizo todo lo que pudo para no contestarlo, para continuar a creer.

Me recuerdo de las ventanas que mire en la infancia con mi traviesa curiosidad;

Las ventanas hablaban acerca del mundo tal como era, de las estrellas, de los sueños oscuros e vibrantes, del amor inocente que podría conquistar el espacio infinito.

Las ventanas mintieron…

~

Fiz tudo o que podia para não contestar, para continuar a crer.

Lembro-me das janelas que olhei na infância com minha travessa curiosidade.

As janelas falavam sobre o mundo como ele era, das estrelas, dos sonhos escuros e vibrantes, do amor inocente que podia conquistar o espaço infinito.

As janelas mentiram...

03/07/11




Tempo é grande que não escrevo aqui. Ontem resolvi dar uma fuçadinha nesse lugar e vi o quanto estava assombrado, latente foi o amedrontamento que senti por ter abandonado esse cantinho tão cheio de mim.

Portanto, resolvi por um trechinho que escrevi um dia desses, quando me lembrei da janela de minha antiga casa, a janela que mentiu!

Vou me comprometer a escrever um pouco mais por aqui, nem que seja besteiras, nem que seja alguma coisa insignificante, boba, isenta de assombro do abandono.
Se é que alguém ainda visita isso aqui....


#Parti.


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Querer - Pablo Neruda

domingo, 27 de março de 2011



No te quiero sino porque te quiero

y de quererte a no quererte llego

y de esperarte cuando no te espero

pasa mi corazón del frío al fuego.

Te quiero sólo porque a ti te quiero,

te odio sin fin, y odiándote te ruego,

y la medida de mi amor viajero

es no verte y amarte como un ciego.


Tal vez consumirá la luz de enero,

su rayo cruel, mi corazón entero,

robándome la llave del sosiego.

En esta historia sólo yo me muero

y moriré de amor porque te quiero, porque te quiero,

amor,

a sangre y fuego


~

Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Talvez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.




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Meu Veneno

sexta-feira, 4 de março de 2011


Meu Veneno


Você desgruda os meus pés do chão

E me leva a voar o mais alto

Mas faz a minha cabeça bater no teto da vaidade

É como um veneno


Você me leva a um lugar

Onde me faz sentir a doçura da história azul

Mas provar da alquimia vermelha

E é como um veneno


Você força breves rumores em minha mente

Revestidos em sentimentos perversos

E como um veneno


Faz minha carne queimar em chamas

E minha alma em pecado

Você é meu veneno.

1 de outubro de 2008

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2011 - Começando com o pé direito?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011



Esse foi o ano que se iniciou de forma mais bagunçada possível. Talvez seja devido pela forma que se findou o ano de 2010 ( o pior ano da minha vida?), sem expectativas, sem planejamentos, sem descansos, sem paz, assim bagunçado.

Sei que tenho que me situar direitinho nessa joça de novo ano, com aquele pensamento genuíno positivo, aquele sentimento de que "esse ano vai ser melhor" (e tem que ser, pior do que o ano passado é impossível), com um caderninho e caneta em mãos para escrever as METAS de 2011. Bem bonitinho, assim formalmente e esperançosamente. Deveria então eu, inicia-lo com o pé direito?


Dançar tem sido o meu plano/ambição mais latente por se realizar este ano, amanhã por fim estarei iniciando as aulas de dança de salão - um sonho antigo - além dessa tenho outras e outras coisas aqui escondidas, soluçando para serem realizadas coisas essas as quais não categorizei e nem planejei. Tenho metas, desejos e ambições aqui dispostas na caixola de forma livre, como a própria dança enfim, expressiva, com passos soltos e dispensados de qualquer hierarquia, prioridade, planejamentos, sem nenhum estresse. Como a dança parece ser uma forma de terapia para mim, sinto que as coisas que quero fazer esse ano também são. E então já entendo que os meus planos não tem seguido a trilha do pé direito, da caminhada em linha reta, da rota ao norte somente, e sim como uma dança.
Engraçado que eu estava "analogizando", e percebi que no 1º passo básico da salsa que aprendi, o condutor deve dar um passo a frente com o pé esquerdo, e veja como uma dança pode fluir com muita harmonia e beleza? E é analogizando que vou pensar neste novo ano. Sem estresse, sem planos, sem preocupação, e não necessariamente iniciando com o pé Direito...e olha ai, o ano poderá fluir, deslizando no salão da vida!!


Depois conto mais sobre essa dança que começarei a dançar em 2011.
Com alma livre, espirito resolvido, solta, e com o pé esquerdo com satisfação. Experimentem também!

Abraço a todos e que Deus contemple cada um que entre nesse cantinho, de forma a sair um pouco mais inspirado.

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Pequenas coisas da vida

terça-feira, 14 de dezembro de 2010



Na sexta feira ouvi minha música preferida tocando em um alto falante no meio de uma rua barulhenta em uma noite de chuva.

Ontem vi indígenas nativo-americanos tocando (com flautas) músicas natalinas em meio a uma praça agitada no centro da cidade, às vésperas do natal.

Percebi que as vezes os meus pensamentos são as minhas melhores companhias, melhor que algumas pessoas.

Descobri estar envolta em uma ilusão sutil, traiçoeira...mas descobri e acho, ficará mais fácil me livrar.

Engraçado as pequenas coisas da vida....elas só nos aparecem quando nos permitimos ver.

Ironias, curiosidades, pequeninas verdades, coisas que nos rodeiam, que podem trazer uma beleza oculta, uma sensação única, um momento feliz.

Até quando há tantas coisas ruins ao redor, ou quando estamos com os olhos tão fechados, selados pela constância da rotina, essas coisas- pequeninas teimam em aparecer.

Permita-se descobri-las, busca-las, alegrar-se com ela. Não é fácil encontra-las, mas quando você esta sensível a tal ponto de observá-las. Ah, é uma maravilha.

A vida é melhor assim...

Coisas simples, bobas, coincidências...abra um espaço na sua mente!


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Minha Latinidade

sábado, 6 de novembro de 2010




Quero minha insanidade, meu ritmo, minha raiz indígena.
Quero minha pele vermelha, e a lingua espanhola.
Não quero esconder-lhes a minha forte cultura, suplantanda em uma falsa lusitanidade e a identidade sub-europeia.
Não quero o estilo de vida, consumista, vertiginoso, egoísta, capitalista.
Quero minha Latinidade.

Quero revelar meu "bailar de caderas", e colecionar músicas da Colômbia.
Quero ser militante, respirar a libertácion, a alma de negra que dança como flamincos.
Quero sentir-me um pouco cigana, um pouco espanhola, um pouco índia e um pouco árabe.
Quero viver um tempo a Amazônia em e respirar um "rato" Machu Pichu.
Ter a pele queimada no sol do sertão, e caminhar em La Puna do Atacama.
Sentir-me quente, sentir-me livre, sentir-me ao extremo ao som dos tambores.
Quero minha Latinidade.

Quero sentir meu sangue vermelho, amarelo, azul verde, uma multidão de cores que pulsa debaixo de um céu de bandeiras.
Quero embaixo de um céu estrelado em uma playa Venezuelana qualquer, lembrar no orgulho de termos coisas bobas, coisas bonitas;
O futebol, o carnaval boliviano, o folclore, bumba meu boi, a festa del joropo, dançar o joropo, o samba, o tango.



Dançar rumba, ouvir histórias, acreditar em um curandeiro ou conviver com um "chico" em Boca Chica.
Quero respeitar a natureza, fazer parte dela, imprensa-la como tatuagem em minha pele.
Reconhecer à America o presente que ela nos deu, os rios, a flora, a fauna, as riquezas naturais e o resquício de senso de preservar tudo isso.
Ter orgulho de ser uma mistura, aprimorar meu português, esse errado, esse abrasileirado.
Ser mística, ser mistério, ter o corpo como um templo. Ser latina.
Falar o que quero. Quero ir ao México.
Percorrer destinos distintos, regiões inóspitas, mas passar feliz por São Paulo, por Buenos Aires, Santiago.
Em São Paulo quero ter a moda aos meus pés, bem nos pés porque no coração ainda pulsará a minha Latinidade, que me permite ser como quero ser,
Que me permite usar um chapéu de couro, tecido barato, colares de contas, tranças.
Quero ouvir mais, muito mais de Shakira, La India, Caetano Veloso, Juanes, Maná, Orishas...quero mover-me a esses sons.

A Deus eu peço, que esse povo permaneça com o orgulho latino no olhar e com um subvertida força tropical...iente.
Quero percorrer milhares de milhas, parar em uma estrada qualquer, subir uma montanha ali.
Um poema a mais escrever, um poema a mais chorar.
Uma canção de guerra, uma canção de mar...
Quero minha Latinidade.



[tinha muito mais para escrever, nós latinos somos muitos ricos.]
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